Hoje iremos falar sobre Câmbio e Leonardo Bracagioli, Head da Ável Empresas, vai trazer todas as explicações e tirar as suas dúvidas, apresentando todas as possibilidades que temos para empresas e para clientes.

Primeiro devemos saber que a moeda oficial no Brasil é o Real, então toda a operação que formos fazer de entrada de valores no Brasil precisa ser convertida de outra moeda para real. Quando formos pagar uma empresa que está enviando produtos para cá, é necessário converter. Se somos importadores precisamos pagar em dólar, euro ou libra. Nesse momento, é feita a conversão de real para outra moeda.

Afim de trazer um caso prático, empresas que fazem esse tipo de modalidade, que dentro do negócio realizam compras ou vendas para outros países e precisam fazer essa operação de câmbio, dentro do fluxo de caixa e da operação normal para o funcionamento do negócio. O que um câmbio, sendo bem feito, pode trazer de benefícios para a empresa?

Nós temos uma variação muito grande na oscilação das moedas no mundo inteiro por diversos fatores, pode ser a taxa de juros, alguma guerra, política monetária ou fiscal de algum país que possa afetar o câmbio no mundo inteiro, no dólar ou em alguma outra moeda. Estamos vendo um pouco disso acontecendo agora nos Estados Unidos, a política do FED mais contracionista tendo alguns dados que não estão colaborando para essa queda na curva inflacionária, como o payroll, que veio acima do esperado e o Jerome Powell, lá na presidência do FED, enfrentando essa dificuldade, isso também pode impactar na moeda.

Esse é um dos fatores que podem afetar a oscilação das moedas e temos algumas possibilidades de proteger as empresas dessa oscilação para que ela não se torne desafiadora, em termos de compra de insumos, venda de produtos e obtenção de receita, que está atrelada a outra moeda.

Fonte: Ourinvest

Por exemplo, eu tenho uma empresa e tenho um cronograma de pagamentos e recebimentos, e eles estão atrelados a uma outra moeda, obviamente essa oscilação vai impactar a minha operação. Se tenho pagamentos ou recebimentos de longo prazo, o dólar, por exemplo, está passando por uma oscilação, chegou a R$5,20 e hoje está abaixo de R$5, então como a empresa pode se proteger disso? Temos uma variedade de opções no mercado financeiro, mas atualmente as empresas estão muito interessadas no Hedge, o que é isso na realidade e como a empresa pode utilizar para seu próprio benefício?

Esse é um dos pontos mais importantes da conversa, é essa possibilidade de proteção contra a variação da moeda. Possuímos diversos instrumentos no mercado financeiro para proteger, até com projeções de 90 ou 120 dias. Proteger contra essa oscilação é importante tanto para os exportadores garantirem a receita em um nível adequado, quanto para os importadores garantirem uma taxa de câmbio para pagamento ao fornecedor, protegendo-se contra uma alta da moeda e garantindo aquela taxa de câmbio que cabe dentro da margem de lucro deles.

Vamos a um exemplo prático: temos um cliente que trabalha no setor agrícola e ele é um exportador de soja. Agora estamos vendo a China relaxando suas políticas de “covid zero” e o Brasil se beneficiando disso, pois o agronegócio aqui é responsável por cerca de 25% do PIB, próximo a isso. Como esse cliente pode alinhar a questão da safra com o preço pelo qual ele vai vender? Porque ele pode estabelecer um preço, mas quando chega a hora de receber, a taxa de câmbio pode ter mudado, como vimos nos últimos meses. Isso pode impactar muito o lucro final. O que a Ável faz para ajudar nossos clientes nesse sentido?

Possuímos alguns instrumentos que conseguem proteger o câmbio em determinado ponto, para que, caso haja uma queda esse exportador de soja que está vinculado ao câmbio conseguir se proteger e travar essa receita em um patamar que seja adequado para ele.

Portanto, ele terá a garantia de que receberá pelo menos um valor X, nós temos alguns instrumentos que protegem contra a queda sem custo, e outros que têm um custo de seguro que protege contra a queda do dólar, enquanto continua participando durante a alta.

Fonte: Infomoney

Como podemos nos aproveitar disso através de alguns instrumentos para proteção contra a oscilação cambial e também de commodities? O NDF, que é um instrumento amplamente utilizado no mundo para proteção, também as Opções, que é um prêmio pago para ter uma garantia do preço que você deseja estabelecer, seja para venda ou compra, além disso o Mercado Futuro, onde você pode fixar sua posição e ir ajustando ao longo do tempo.

O produtor vai usar essa proteção no momento que for adequado para ele. Por exemplo, se o dólar caiu, para quem é importador é um momento vantajoso, pois pagará menos por um produto. Quando o dólar está mais alto, acima de R$ 5,00 ou R$ 5,50, é um bom momento para um exportador se proteger e travar essa cotação

O NDF é uma forma de fixar o câmbio para um prazo futuro que você define, como 90 dias, 120 dias, 30 dias ou um ano. No final da operação, haverá um ajuste positivo ou negativo com base na variação da moeda. 

Vamos usar o exemplo da soja para ilustrar. Suponhamos que eu seja um vendedor e o dólar está em R$ 5,40, o que é um bom preço para mim. Como posso usar o NDF? Nesse caso, se estivéssemos fazendo uma venda de NDF, definiríamos o prazo, provavelmente alinhado com a safra do produtor. Se o câmbio cair até lá, digamos de R$ 5,40 para R$ 4,90 ou R$ 4,80, naquele momento eu venderia a soja pelo câmbio fixo, mas teria um ajuste financeiro da diferença. Supondo que eu venda a R$ 4,90 e receba um crédito de 50 centavos, isso compensaria o preço inicial fixado na operação.

Lembrando que O NDF não tem custo direto, há apenas um cálculo da diferença de taxa de juros, por exemplo, o que está sendo exercido lá fora contra a taxa de juros do Brasil. Diferentemente das Opções, onde você paga um prêmio.

Para concluir e usando o mesmo exemplo, se usamos o NDF para negociar soja para daqui a 120 dias a R$ 5,50 quando o dólar estava nesse patamar, e se ao final desse período a moeda estiver sendo negociada a R$ 5,80, teremos um débito no final, portanto nesse caso, teremos um ajuste negativo. Se o dólar cair, teremos um ajuste positivo. O NDF é um instrumento sem custo direto, mas ele fará um ajuste de acordo com a posição do dólar no fechamento da operação.

Já as Opções, você paga um prêmio no início da operação e, em seguida, participa apenas do cenário que vá contra você, com possibilidade de ajuste positivo. Se o cenário for a seu favor, tem a liberdade de receber um valor maior.


Ambos são instrumentos diferentes, mas têm a característica e o objetivo de trazer previsibilidade para quem realiza operações cambiais, tanto para importadores quanto para exportadores. Eles buscam trazer mais certeza sobre como negociar e a que preço negociar commodities ou insumos.


Existem setores em que as margens são muito apertadas, e a previsibilidade do câmbio é fundamental, pois uma oscilação de 5% ou 10% pode consumir toda a margem da empresa, muitas vezes sem espaço para repassar o preço.

Para ilustrar no âmbito corporativo, pense em um frigorífico com margens apertadas. No caso da exportação, o preço do boi gordo, como nosso exemplo, pode ser afetado por uma oscilação cambial de R$0,10 a R$0,20 centavos, transformando lucro em prejuízo. Setores como esse, com margens apertadas, podem ser drasticamente impactados por grandes oscilações, transformando o resultado em prejuízo.

Portanto, falamos sobre NDF, Opções e Hedge, afinal ambas as operações têm a característica de proteção de preço. Já o Mercado Futuro você abre a proteção e ela é ajustada diariamente até o vencimento. São ajustes diários e não há custo, mas é necessário realizar esses ajustes e em alguns momentos a rolagem de um contrato para o outro, tornando-o um pouco mais complexo. Algumas empresas usam, mas não é tão comum. Se você olhar para os instrumentos mais usados atualmente, veremos NDF em primeiro lugar, seguido por Opções e o Mercado Futuro.

Convidamos as empresas que já usam o Hedge, que já fazem operações cambiais, para conhecer nossa equipe liderada por Leonardo Bracagioli. E também convidamos aquelas que ainda não o fazem a conhecer mais detalhes e ver se isso é relevante para suas operações.

Fonte: Infomoney

Para complementar todas as informações, fizemos uma planilha que mostra como funcionaria o Hedge, tanto para um importador como para um exportador

Então ele vai selecionar na célula amarela o importador, o prazo da operação, o valor que o dólar está sendo comercializado e a quantidade de dólares, nesse caso como a gente está por um período de 30 dias, tem um juros embutido que é a diferença da taxa pré-fixada Brasil contra a taxa o cupom cambial Estados Unidos.

Deu uma diferença de quase três centavos para o período, é apenas uma simulação, afinal essa taxa pode mudar de acordo com o momento de mercado. Então o que é importante, o importador ter a certeza que não vai ter essa oscilação de moeda para ele na prática, vamos supor que o dólar caia nesse caso aqui, a gente estimou R$0,20 centavos, ele vai fechar o câmbio daqui 30 dias a R$0,20 centavos mais barato a R$4,82 e vai ter um ajuste negativo, porque quando ele fechou operação dólar estava R$5, tendo assim um ajuste negativo de R$0,20 centavos, mas o que é importante ficar claro que no final operação para R$5 o dólar e 200 mil dólares, vai ficar um milhão e 5 mil reais, onde ele travou a 30 dias atrás.

Mesma coisa se o dólar for a R$5,20 ele é um importador, então quanto menor o valor do dólar melhor. Aqui se o dólar for a R$5,20, vai fechar o dólar nesse valor no dia do câmbio, mas vai ter um crédito de R$0,20 centavos que é a célula em azul, que no final da operação, fechando o dólar mais barato, mas descontando esse crédito que ele teve a favor dele, volta para esse valor de um milhão e 5 mil reais, como se o dólar cair ele também vai ter no final da operação um milhão e cinco mil reais de custo.

Essa mesma planilha pode ser utilizada para exportador, então só mudaria onde ele vai vender o NDF, vai definir o prazo, colocar o preço spot do dólar e a quantidade de dólares. Então se o dólar cair para ele é pior, afinal é um exportador tem que converter em dólar, vai ter um ajuste de R$0,20 centavos e caso o dólar subir, vai ter um ajuste negativo de R$0,20 centavos que volta para o valor que ele definiu no início da operação.

É importante entender que esse instrumento como os outros que a gente apresentou trava contra a oscilação do dólar, então ele vai trabalhar a operação dele, para que tenha resultado, mas não vai ficar exposto essa oscilação do câmbio. Isso conseguimos fazer para commodities e várias moedas que temos disponíveis hoje na Ável.

Qualquer dúvida contato seu assessor que a área Corporate te ajuda nos instrumentos disponíveis para proteção contra oscilação de moeda ou commodities.

Não perca a oportunidade de aprofundar-se no assunto! O câmbio estratégico irá transformar sua visão sobre operações internacionais. Aqui na Ável oferecemos soluções únicas e personalizadas para cada cliente, ampliando os seus horizontes financeiros e ajudando a expandir o seu patrimônio.

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