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Sobre internacionalização, comece respondendo isso: Você já se perguntou se faz sentido manter todo o seu patrimônio dentro de um único país? Em um mundo cada vez mais conectado e volátil, a internacionalização dos investimentos se tornou uma estratégia essencial para quem busca proteção, crescimento e acesso às melhores oportunidades globais.
Neste artigo, você vai entender o que é internacionalizar a sua carteira, quais os benefícios dessa prática, como começar e por que essa decisão vai além de “apostar contra o Brasil”: trata-se de visão estratégica e gestão de risco.
Internacionalização de investimentos significa alocar parte do seu portfólio em ativos fora do Brasil, como ações, títulos de renda fixa, fundos, imóveis, moedas ou ETFs globais.
Essa estratégia permite reduzir a dependência de um único cenário econômico, político e cambial, além de ampliar o universo de oportunidades disponíveis ao investidor.
Importante: internacionalizar não é fugir do país, mas sim proteger seu patrimônio e buscar crescimento em um mercado muito mais amplo e diversificado.
Ao manter todo o seu patrimônio no Brasil, você está exposto a um conjunto específico de riscos: política interna, inflação local, juros voláteis e oscilações do real. Qualquer crise doméstica pode impactar todo o seu portfólio.
A internacionalização ajuda a diluir esses riscos, aproveitando o fato de que os mercados globais não se movem todos ao mesmo tempo nem na mesma direção.
Embora o Brasil tenha um mercado financeiro relevante localmente, sua participação no cenário global é limitada: menos de 1% da capitalização mundial de ações.
Em 2024, o valor de mercado da bolsa brasileira foi de US$ 659 bilhões, enquanto o mercado global ultrapassou os US$ 114 trilhões. Isso significa que, ao investir apenas aqui, você está ignorando 99% das oportunidades disponíveis no planeta.
Enquanto a B3 (bolsa brasileira) tem cerca de 331 empresas listadas, o número de companhias listadas globalmente passa de 47 mil. Isso significa acesso a:
Exemplo: o índice MSCI ACWI (que reúne países desenvolvidos e emergentes) cobre cerca de 85% do universo investível em ações globais, uma exposição muito mais ampla do que a oferecida por qualquer índice nacional.
Internacionalizar também significa diversificar moedas. Ou seja, ter parte do patrimônio em moedas fortes como dólar, euro ou libra pode proteger seu poder de compra, especialmente em um país como o Brasil, onde o real frequentemente perde valor frente a essas moedas.
O impacto é direto: viagens, produtos importados, educação no exterior e até serviços de tecnologia (como assinaturas em dólar) ficam mais caros quando o real se desvaloriza. Assim, investir fora pode funcionar como um escudo contra a perda do poder de compra.
Nem todos os mercados sobem ou caem ao mesmo tempo. Enquanto o Brasil pode enfrentar instabilidade, outros países ou setores podem estar em alta.
Essa “descorrelação” entre ativos é um dos principais fundamentos da diversificação: ela reduz os solavancos da carteira no longo prazo, pois traz mais estabilidade e previsibilidade para seus investimentos.
No exterior, o leque de ativos é muito mais amplo e sofisticado. Além de ações, você pode acessar:
Essa variedade permite criar estratégias personalizadas, alinhadas ao seu perfil e objetivos.
Você não precisa abrir uma conta fora do país (embora isso também seja possível). Hoje, existem diversas formas simples e reguladas de acessar o mercado internacional a partir do Brasil. Por isso, veja algumas:
Mais do que uma tendência, a diversificação internacional é uma prática consagrada entre investidores experientes. Ela permite:
Mas atenção: investir fora exige planejamento, clareza de objetivos e atenção à tributação, especialmente no caso de contas globais ou ativos com incidência de impostos diferentes dos nacionais.
Por isso, contar com orientação profissional pode fazer toda a diferença.
A internacionalização é mais do que uma forma de buscar melhores retornos: é uma maneira inteligente de proteger seu patrimônio, acessar novas oportunidades e reduzir riscos.
Ou seja, se você ainda concentra tudo no Brasil, talvez esteja limitando o potencial da sua carteira. O primeiro passo é buscar informação. O segundo, é contar com um planejamento estratégico que leve em conta seus objetivos, perfil e horizonte de tempo.
Se quiser se aprofundar sobre o tema de forma prática e acessível, entendendo os principais motivos para investir fora, os desafios tributários, como começar com pouco, quais erros evitar, qual a lógica por trás da diversificação, esse episódio do ÁvelCast tratou sobre tudo isso.
Sim, desde que feito por meio de instituições reguladas e com orientação adequada. Produtos como ETFs, fundos e BDRs seguem as normas da CVM e podem ser acessados com segurança por investidores brasileiros.
Não. Hoje é possível começar com valores acessíveis, especialmente por meio de ETFs ou fundos com exposição global. Além disso, algumas plataformas permitem aportes mínimos a partir de R$ 100.
Todo investimento tem riscos, inclusive os internacionais. Entre eles estão: variação cambial, risco de mercado, risco político em outros países e questões tributárias. Assim, a diversificação correta ajuda a mitigar esses riscos.
Depende da forma de acesso. Fundos e ETFs internacionais no Brasil seguem regras locais. Enquanto isso, as contas globais exigem atenção ao Imposto de Renda, declaração de bens no exterior e eventuais impostos sobre ganhos. É fundamental contar com apoio especializado.
Depende do seu perfil, objetivos e volume investido. Para quem está começando, BDRs e fundos globais podem ser suficientes. Já contas no exterior oferecem mais liberdade e variedade, mas exigem mais conhecimento e planejamento tributário.
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