Cripto

Bitcoin chega a US$ 120 mil pela primeira vez desde recorde histórico

O Bitcoin (BTC) voltou a quebrar barreiras e atingiu a marca de US$ 120 mil pela primeira vez desde seu recorde histórico. O movimento ocorre em meio à turbulência política e fiscal nos Estados Unidos, com o shutdown do governo americano.

Além disso, há fatores macroeconômicos e de mercado que aumentaram o apetite por ativos digitais. Mas, o que explica essa disparada e quais os próximos passos para o Bitcoin e o mercado de criptomoedas?

Por que o Bitcoin subiu em 2025?

Esta valorização não aconteceu por acaso, pois é o resultado de uma combinação de fatores políticos, econômicos e de mercado que ampliaram o interesse pelo Bitcoin.

Shutdown nos EUA aumenta a busca por proteção

O impasse político em Washington resultou no primeiro shutdown do governo americano desde 2019. Por isso, vieram à tona dúvidas sobre a capacidade dos EUA de administrar suas contas públicas e manter o ritmo de gastos sem comprometer a dívida.

Quando há esse tipo de turbulência, os investidores tendem a buscar ativos de proteção contra instabilidade política e fiscal. Historicamente, o ouro ocupava esse espaço, mas o Bitcoin vem ganhando relevância como uma espécie de “ouro digital”, com oferta limitada e descentralização.

Essa percepção de reserva de valor fez com que grandes e pequenos investidores aumentassem posições na criptomoeda, elevando a demanda justamente em um momento de incerteza global.

Expectativas sobre juros e liquidez

Outro fator crucial para a valorização do Bitcoin em 2025 é o cenário de política monetária nos Estados Unidos. O mercado já projeta que o Federal Reserve (Fed) terá de cortar os juros até o fim do ano, como forma de estimular a economia diante dos riscos fiscais e da desaceleração do crescimento. Taxas de juros mais baixas costumam ter dois efeitos diretos:

  • reduzem a atratividade da renda fixa tradicional, como títulos do Tesouro;
  • aumentam a liquidez disponível para ativos de maior risco, como ações e criptomoedas.

Com isso, o Bitcoin se tornaria mais competitivo e atrativo, reforçando sua valorização no curto prazo. Mas, aqui está o alerta sobre o “shutdown”: A continuidade dos cortes nos juros pode ser interrompida.

Isso porque dados importantes da economia e que o Fed considera para definir os juros estão suspensos. Assim, o Banco Central se vê obrigado a olhar para outros dados menos confiáveis, o que aumenta a incerteza do mercado.

Demanda institucional crescente

Nos últimos anos, o mercado de criptomoedas deixou de ser apenas um ambiente dominado por investidores de varejo. Em 2025, a demanda institucional atingiu novo patamar, com fundos de investimento, bancos globais e ETFs cripto aumentando significativamente sua exposição ao Bitcoin. Esse fluxo de capital institucional traz dois impactos relevantes:

  • Maior liquidez e estabilidade de preços, já que grandes players passam a atuar de forma constante.
  • Validação do Bitcoin como ativo financeiro legítimo, o que ajuda a reduzir a percepção de risco e atrai novos investidores.

O resultado é um círculo virtuoso:

Mais investidores institucionais compram Bitcoin → maior legitimidade do mercado → mais investidores de varejo entram → e o preço encontra suporte em patamares cada vez mais altos.

O que esperar do Bitcoin para os próximos meses?

O rali recente do Bitcoin abre espaço para diferentes cenários no curto e médio prazo.

Cenário positivo do Bitcoin

Se o fluxo de entrada de capital institucional continuar firme, aliado ao avanço de uma regulação mais clara e favorável para o setor cripto nos Estados Unidos e Europa, o Bitcoin pode ganhar ainda mais legitimidade como ativo de investimento.

Além disso, a expectativa de cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed) nos próximos meses tende a manter a liquidez global elevada, o que poderia sustentar o BTC em novas máximas históricas e abrir caminho para a consolidação acima dos US$ 120 mil.

Cenário de cautela do Bitcoin

Por outro lado, não se pode ignorar a volatilidade característica das criptomoedas. Qualquer mudança brusca nas expectativas de juros, desaceleração da economia global ou uma regulação mais restritiva do que o esperado pode levar a fortes correções.

Nesse cenário, investidores expostos ao ativo precisam estar preparados para quedas rápidas de preço e para oscilações acima da média de outros mercados.

Impactos para o mercado de criptomoedas

A alta do Bitcoin tende a impulsionar outras criptomoedas relevantes, como Ethereum (ETH) e Solana (SOL), além de reforçar o papel dos ativos digitais em carteiras diversificadas.

O avanço do Bitcoin para US$ 120 mil em 2025 mostra que a criptomoeda consolidou seu papel como ativo global de relevância, influenciado tanto por fatores políticos (shutdown nos EUA) quanto pelo fortalecimento da demanda institucional.

No entanto, mais do que surfar a onda de valorização, o investidor precisa encarar o BTC como parte de uma estratégia de diversificação de longo prazo. Por isso, a chave não é tentar prever o próximo pico ou correção, mas entender como o ativo pode agregar valor a uma carteira balanceada.

Continue acompanhando o blog do Grupo Ável para mais análises sobre criptomoedas, economia global e estratégias de investimento.

Fonte: Money times

Rhafael Munhoz

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