Assessores de investimentos: o boom da profissão e como construir carreira

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Equipe de assessores de investimentos da Ável em atendimento no escritório, com headset e monitores

A carreira de assessor de investimentos é uma das que mais cresceram no Brasil na última década: o país saiu de 4.565 profissionais credenciados em 2016 para mais de 27 mil em 2026, uma base cerca de seis vezes maior. Entender esse movimento ajuda a enxergar um mercado em plena profissionalização e as oportunidades que ele abre.

Quantos assessores de investimentos existem no Brasil?

Segundo a ANCORD (Associação Nacional das Corretoras e Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários, Câmbio e Mercadorias), que acompanha esses dados há mais de dez anos, o Brasil tem hoje mais de 27 mil assessores de investimentos credenciados. Desse total, cerca de 20 mil estão vinculados a instituições do mercado financeiro, atuando diretamente no atendimento aos investidores.

O ritmo de entrada segue forte: só nos oito primeiros meses de 2026 foram mais de 2,2 mil novos credenciamentos. Em agosto, por exemplo, foram quase 260 novos profissionais, o equivalente a mais de oito por dia. Veja a evolução ano a ano:

Evolução dos assessores de investimentos no Brasil

Número de profissionais credenciados por ano. De 4.565 em 2016 a mais de 27 mil em 2026 — cerca de 6x em uma década.

2016
4.565
2017
5.178
2018
6.634
2019
9.604
2020
12.784
2021
17.010
2022
21.913
2023
24.931
2024
26.648
2025
27.341
2026*
27.721

*Dados de março de 2026. Fonte: ANCORD. A base oscila ao longo do ano com novos credenciamentos e cancelamentos de registros ligados ao Programa de Educação Continuada.

O que explica o crescimento dos assessores de investimentos

Vários fatores se somaram para multiplicar a profissão por seis em dez anos:

  • Popularização dos investimentos: com a queda estrutural dos juros em alguns períodos e o avanço das plataformas digitais, milhões de brasileiros saíram da poupança e passaram a buscar orientação.
  • O modelo de escritórios credenciados: a expansão de plataformas como a XP, que abriu capital em 2019, estruturou uma rede de escritórios de assessoria por todo o país.
  • Interiorização: a atividade deixou de se concentrar apenas nos grandes centros. Hoje há assessores em todos os estados, levando orientação qualificada a novas praças.
  • Educação financeira: o interesse crescente por planejamento e por entender o próprio dinheiro aumentou a procura por profissionais capazes de orientar.

O pico de entradas aconteceu em 2022, com mais de 6 mil novos registros em um único ano. Desde então, o crescimento continua, porém em um ritmo mais maduro, acompanhado de um movimento importante: a profissionalização.

Uma profissão que se profissionaliza

Crescer em número é só parte da história. O mercado também elevou a régua técnica. O Programa de Educação Continuada (PEC), da ANCORD, exige atualização permanente dos assessores, e a atualização da base inclui o cancelamento de registros de quem não cumpre essas exigências. Em 2026, mais de 80% dos assessores estavam em conformidade com o programa, e a ampla maioria tem ensino superior completo.

Na prática, isso significa um profissional mais preparado para um mercado cada vez mais sofisticado, com novos produtos, tecnologias e regras. Para quem investe, é uma camada extra de segurança; para quem quer entrar na carreira, é o recado de que formação e constância fazem a diferença.

O mercado está mudando: da comissão ao fee based

Ao mesmo tempo em que cresce, o mercado de assessoria se transforma por dentro. A forma de remuneração está migrando do modelo transacional (por comissão) para modelos como o fee based (fee fixo) e a consultoria, em que o profissional é remunerado por uma taxa sobre o patrimônio, e não por operação. Esse movimento, puxado pela maior transparência e pela exigência dos investidores, redesenha a carreira e valoriza o acompanhamento de longo prazo. Se quiser entender esse modelo, veja nosso guia sobre fee based.

Quem é o assessor de investimentos hoje

O perfil ajuda a entender a carreira. Segundo a ANCORD, a maioria dos assessores tem entre 26 e 45 anos, o que mostra uma profissão ainda jovem e em construção. A concentração geográfica ainda é no Sudeste, com forte presença em São Paulo, seguido pela região Sul, mas o avanço para Nordeste, Centro-Oeste e Norte vem ganhando força. Há também um desequilíbrio de gênero a ser superado: cerca de 21% dos profissionais são mulheres, o que representa, ao mesmo tempo, um desafio e uma oportunidade de diversificação.

Como construir carreira como assessor de investimentos

Os números deixam claro que há espaço para crescer em uma profissão que ganhou escala, se profissionalizou e segue em expansão. Mas entrar e, principalmente, se desenvolver nesse mercado exige formação sólida, método e um ambiente que acompanhe de perto.

É isso que o Ável Future oferece: o programa da Ável para quem quer entrar ou evoluir na carreira de assessor de investimentos, com estrutura, formação e mentoria de uma casa eleita a melhor assessoria da XP. Conheça o Ável Future e dê o próximo passo.

Perguntas frequentes sobre assessores de investimentos

Quantos assessores de investimentos existem no Brasil?

São mais de 27 mil profissionais credenciados em 2026, segundo a ANCORD. A base saiu de 4.565 em 2016, um crescimento de cerca de seis vezes em dez anos.

O que faz um assessor de investimentos?

O assessor de investimentos orienta o investidor sobre produtos e estratégias adequadas ao seu perfil e objetivos, sempre vinculado a uma corretora ou plataforma. Ele distribui e recomenda produtos, mas quem toma a decisão final é o investidor.

Por que a profissão cresceu tanto?

Pela popularização dos investimentos, pela expansão das plataformas e dos escritórios credenciados, pela interiorização da atividade e pelo avanço da educação financeira no país.

Qual a diferença entre assessor e consultor de investimentos?

O assessor é vinculado a uma instituição e remunerado principalmente pela distribuição de produtos; o consultor cobra uma taxa pelo serviço e tem independência em relação aos produtos. São modelos distintos e regulados de forma diferente.

Como me tornar um assessor de investimentos?

É preciso ser aprovado na certificação exigida (o exame da ANCORD), credenciar-se e manter a atualização pelo Programa de Educação Continuada. Além disso, contar com uma boa formação e com o apoio de um escritório estruturado acelera o início da carreira.

O que é o Ável Future?

É o programa da Ável voltado a quem quer entrar ou se desenvolver na carreira de assessor de investimentos, oferecendo estrutura, formação e acompanhamento. Você pode conhecer em avel.me/future.

Como participar do Ável Future?

O primeiro passo é conhecer o programa e falar com a Ável pela página avel.me/future. É por lá que você entende como funciona e dá início à sua jornada como assessor de investimentos com o apoio da Ável.

Conteúdo informativo e educativo. Os dados de evolução do número de assessores de investimentos têm como fonte a ANCORD e podem variar conforme a data de apuração e a base utilizada (ANCORD ou CVM). A Ável é uma assessoria de investimentos credenciada à XP Investimentos.

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