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“As sete magníficas” perderam US$ 1,75 trilhões em apenas 3 semanas. Assim, o mundo dos mercados de tecnologia nos Estados Unidos viveu uma turbulência, em empresas que incluem: NVDA, MSFT, AAPL, AMZN, GOOGL (Alphabet), META e TSLA.
Para dar dimensão: esse montante é equivalente a mais de duas vezes o valor de todas as empresas listadas na B3, que soma cerca de US$ 866 bilhões. Para quem investe, compreender o que está por trás dessa queda é essencial para ajustar estratégia e risco.
Entre 29 de outubro e 20 de novembro de 2025, o valor de mercado agregado dessas empresas caiu de ~US$ 22,24 trilhões para ~US$ 20,49 trilhões. O termo se refere às sete maiores empresas de tecnologia dos EUA em capitalização: Nvidia, Microsoft, Apple, Amazon, Alphabet, Meta e Tesla.
A companhia que mais recuou foi a Nvidia, com perda de cerca de US$ 641 bilhões, o que representa 74% de todo o valor de mercado da B3. Além disso, outras quedas de destaque foram: a Microsoft que perdeu US$ 469 bilhões; e a Meta perdeu US$ 410 bilhões.
Entre os fatores que explicam essa retração, destacam-se:
Após anos de forte valorização, as “Sete Magníficas” atingiram múltiplos considerados esticados por boa parte do mercado, especialmente empresas ligadas a IA como Nvidia, Microsoft e Meta. Quando o preço de uma ação sobe mais rápido do que sua geração real de caixa ou crescimento sustentável, investidores começam a questionar se o ritmo pode continuar.
Por isso, esse cenário cria vulnerabilidade: qualquer notícia negativa, desaceleração no setor ou revisão de projeções pode desencadear vendas expressivas, e foi justamente isso que ocorreu.
O ambiente macro sofreu uma virada importante, com inflação persistente nos EUA, revisões para cima nas expectativas de juros e maior incerteza regulatória sobre inteligência artificial e privacidade de dados. Isso porque juros mais altos reduzem o valor presente dos fluxos de caixa futuros. É algo que impacta especialmente empresas de tecnologia, cujos resultados são projetados muito à frente.
A combinação de inflação, custo de capital mais alto e pressões regulatórias criou um pano de fundo desfavorável para as big techs, acelerando a realização de lucros.
Com volatilidade crescente e a percepção de que as big techs estavam caras, investidores começaram a buscar alternativas fora do grupo das gigantes. Houve uma clara rotação de capital para ações de menor capitalização, setores cíclicos e empresas mais sensíveis ao crescimento econômico tradicional. Essa migração reduz a demanda por papéis das “Sete Magníficas”, intensificando o movimento de queda. Em um mercado global tão concentrado em poucas empresas, qualquer mudança de preferência dos fundos institucionais pode gerar correções rápidas e profundas.
Mesmo que sejam empresas americanas, o movimento global afeta psicologia do mercado e liquidez. Além disso, pode gerar efeito de contágio, inclusive sobre ações brasileiras ou ETFs que têm exposição global. Se o mercado global derrote, pode haver mudança de preferência de risco.
Assim, uma tendência comportamental pode ser a saída de capital de mercados emergentes, inclusive o Brasil. Por isso, avaliações especialmente elevadas criam vulnerabilidade: “o topo” pode ter sido alcançado para algumas dessas empresas.
Com correção, pode haver porta de entrada mais interessante para empresas que seguem com bons fundamentos mas estavam “supervalorizadas”. Assim, a rotação do mercado abre espaço para outras histórias de crescimento e empresas que antes estavam fora do radar podem ganhar atenção.
Além disso, investidores brasileiros que usam BDRs, ETFs ou fundos com exposição internacional devem verificar quanto da carteira está concentrada nas big techs dos EUA. Assim, pode surgir movimento de capital estrangeiro em mercados emergentes quando os EUA ficam “menos atrativos” momentaneamente.
Isso pode beneficiar ativos domésticos. Empresas brasileiras com exposição internacional ou que competem com essas big techs devem revisar seus benchmarks.
Fonte: InfoMoney
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